Lágrimas são fragmentos de história que posso entender
Fábio de Melo
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
É bem verdade que a existência humana é atravessada, em muitos instantes, por dificuldades que põem em evidência a limitação de cada um. Desta maneira, podemos perceber que todos nós possuímos limitações que nos prendem e que nos dão a glória de nos sentirmos prontos para o erro e, assim, estarmos longe da perfeição. Por outro lado, é perceptível nossa capacidade de nos sentirmos convictos da liberdade para a realização de tudo o que desejamos, no entanto, nem sempre é possível caminhar sem passar por fraquezas e sofrimentos que nos são jogados na cara a cada experiência.
Em O vôo da guará vermelha, de Maria Valéria Rezende, encontramos experiências em que a vida em seu curso se estabelece por seus encontros e desencontros, suas chegadas e partidas na humanização do ser sempre cercado por olhares sociais comprometidos com o julgamento moralizante.
Desta forma, a narrativa envolve a vida de Rosálio, servente de pedreiro, analfabeto que se aproxima de Irene, prostituta, aidética que se relacionam e trocam experiências de existências que são marcadas pelo sofrimento.
Inscrito em uma realidade contemporânea, o envolvimento das personagens ocorre às margens de um sistema social excludente. Delineados pelas limitações, as personagens denunciam os problemas sociais através de seus sofrimentos ao relatarem no decorrer do romance.
Dentre os principais aspectos, podemos destacar a distribuição dos capítulos marcados por cores que retratam um par (cinzento e encarnado, verde e negro...) que por muitos instantes indicam a representação das personagens em seus aspectos físicos e emocionais, como que metáforas.
Além disso, podemos destacar também o comportamento do narrador que empresta sua voz às personagens, às suas inquietações psicológicas, seus sofrimentos, expressos através de um discurso que transpassa a voz do narrador que depois retoma o decorrer da narrativa.
Voltados para a vida, as personagens seguem incessantemente seus destinos que os indica a angústia, o sofrimento como territórios de vida condicionada pela miséria interior que antecipa e prepara o solo para a redenção humana.
Por esta perspectiva, não sendo pessimista, mas observando através das experiências que nos cercam a todo instante, podemos considerar o ser humano como lugar-comum de fraquezas e limitações que por muitos são colocadas como dificuldades a serem sanadas a qualquer instante.
Por outro lado, é possível considerar a debilidade como lugar de aprendizagem e de reconstrução de uma nova realidade que se aproxima para a transformação de novas auroras na vida.
Desta forma, é pertinente a consideração dos caminhos que maltratam a existência do ser como lugar de inspiração para novas forças que surgem, que emanam do interior de cada um e o dignifica na luta por dias melhores.
No campo da representação, a resiliência se intensifica a cada experiência na ficção proposta, o que condiciona todos os olhares à personagens cravadas de sofrimento, mas que encontram o valor da vitória na essência das experiências cotidianas.
A ESPERANÇA NA FORÇA DA LUTA
A vida em sua constituição carrega fortes argumentos para o estabelecimento de experiências que transmitem ensinamentos e que marcam cada indivíduo interiormente como conseqüência do cotidiano envolvido pela realidade.
Na atmosfera literária, dá-se vida à personas que encontramos na existência ficcional, aproximando-lhes um reflexo de realidade com encontros e desencontros, alegrias contagiantes e sofrimentos que arrasam e transformam a vida de cada um, atribuindo-lhes verossimilhança à condição de personagens.
Nesta perspectiva, a resiliência como conceito do comportamento humano é, segundo Barbosa (2007), a busca de força interiormente encontrada para vencer as dificuldades, os obstáculos encontrados no cotidiano, por mais relevantes que sejam na vida de cada indivíduo.
Nestas reflexões, propomos que a resiliência atravessa as fronteiras da realidade e chega ao comportamento das personagens no tratamento das angústias e dos sofrimentos que quando encontrados no cotidiano ficcional são lugares de reconhecimento dos limites, mas que também elevam a condição de ser limitado à condição de luta com toda a dignidade encontrada dentro de cada um.
Desta maneira, o olhar de cada personagem de O vôo da guará vermelha está inscrito numa atmosfera de reflexão, que arraigada à realidade, transborda de experiência as camadas de ficção e as enriquecem deixando marcas nos caminhos propostos pelo imaginário.
Na obra de Maria Valéria Rezende é a força na luta pela vida que motiva Rosálio e Irene em seus anseios por novos caminhos na esperança da fuga do sofrimento para melhores trechos da grande caminhada que é a vida.
A fome intensa sentida pelas personagens está amalgamada ao sofrimento num processo que mal trata cada um em seu viver. “Das fomes e vontades do corpo há muitos jeitos de se cuidar porque, desde sempre, quase todo o viver é isso, mas agora, crescentemente, é uma fome da alma que aperreia.” (p. 11). É nesta necessidade que surge a força que supera limites e arranca da interioridade a luta e o desejo imensurável de se chegar à caminhos abrandados pela vida.
Rosálio tem fome de letras, de palavras, pois não sabe ler, mas sua esperança o faz caminhar com um baú cheio de livros velhos, carcomidos, que são objetos de sua observação diária que alimentam seu desejo de um dia saber lê-los.
A força do desejo de aprender é tão intensa que motiva Rosálio em sua luta e o faz ultrapassar todas as barreiras sociais até chegar ao seu objetivo sem desistir nem fraquejar, contando histórias e almejando ainda mais aquilo que o fazia diferente, infeliz na limitação de não-alfabetizado.
Rosálio guarda os papéis que teve o gosto de ler, pensa em quanto sua vida tem mudado, ultimamente, pensa em como essa mulher teve paciência com ele, como soube lhe ensinar a coisa mais importante que ele buscava na vida sem nunca lhe pedir nada senão palavras e histórias que ele ardia por lhe dar, sente o carinho crescendo, deita-se junto de Irene e deixa o amor falar. (REZENDE, 2005. p.176)
Por este caminho, a glória de Rosálio está na familiarização com as letras, auxiliado por Irene, limitada na condição amorosa, por ser prostituta aidética, na obrigação de sustentar o filho na casa de uma velha senhora, primeiro motivo para sua luta diária na busca de dias melhores.
A força encontrada em Rosálio e Irene, diante dos obstáculos, está fundamentada na essência do sofrimento que valoriza a vivência de cada um, ligado ao sentimento amoroso que nasce do encontro de vidas marginalizadas pelo sistema social. “Irene recolhe o riso do homem ainda criança e ri também, contemplando este jeito de inocente num homem assim tão grande” (p. 28)
A condição fragilizada, especificamente, de cada um, explora a dor como ensinamento para a experiência em que seu motivo de superação está na bondade do outro, no sentimento amoroso que brota e que marca a existência.
Amor, coisa perigosa, um luxo, só para quem pode, Irene não, nunca pôde, água de sal nas feridas, mas o coração insiste, não arrefece, resiste, bombeia amor pelas veias, pode, sim, Irene pode desejar viver de amor, quanto mais lhe doem os golpes dos pés do homem tarado, mas quer que o outro apareça, quer sobreviver, viver. (REZENDE, 2005. p.180.)
No encontro de olhares, Rosálio e Irene amenizam-se através da dignidade encontrada na interioridade de cada um, estando esta envolvida pelo amor que brota da simplicidade de gestos, mas que refletem a sinceridade de um mundo interior necessitado da atmosfera dos sentimentos “fome de palavras, de sentimentos e de gentes” (p. 11). É neste movimento que se estabelece relevância na força com que se luta por uma vida definitivamente envolvida pela esperança e enriquecida pelo lirismo do sentimento amoroso.
Os olhos buscam o amor como enlace de vidas carcomidas pelas dificuldades do cotidiano. Desta forma, Rosálio e Irene foram delineados pela marginalidade que os cerca, mas foram concebidos no interior que grita mais forte e os transformam de realidade quase que vegetal em vida mais profunda e abundante, com raízes fincadas na sinceridade dos sentimentos como fontes que emanam a esperança de novas caminhadas que indicam novos sofrimentos e novas redenções.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É na vivência que o homem enriquece seu ser de experiências para a construção de sua personalidade e de seu comportamento diante das dificuldades da vida. Os caminhos expostos por Maria Valéria Rezende em O vôo da guará vermelha propõem a representação de vidas que são atravessadas pelo sofrimento e pela angústia.
Nestas condições, a resiliência como experiência humana atravessa os limites da realidade, chegando ao campo da representação e encontrando campo fértil na narrativa, em que as personagens estão atravessadas pela limitada condição humana de estarem envolvidas pela atmosfera do sofrimento.
Dentre tantas experiências, as lágrimas banham a realidade de Rosálio e Irene, inscrevendo nas personagens a marca do sofrimento, mas que constroem novos horizontes perpassado pela esperança de dias melhores.
O analfabetismo de Rosálio e a AIDS de Irene os escravizam na condição humana e no sofrimento, marginalizando-os em uma realidade invadida pelos olhares moralizantes da sociedade. Entretanto, a força na busca de dias melhores nasce no interior de cada individuo para caminhos que indicam a felicidade.
Diante dos sofrimentos, podemos considerar a vida como um caminho que se é percorrido de maneira em que, por vários instantes, as pedras do meio da travessia devem ser consideradas e retiradas para a continuidade da caminhada.
Assim, nunca serão banidos os sofrimentos da existência humana, mas amenizados pela resiliência que busca na natureza humana a fortaleza de superação das dificuldades e indica o caminho para outras novas experiências e novos sofrimentos, mas à espera da vitória pessoal.
Bibliografia
REZENDE, Maria Valéria. O vôo da guará vermelha. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.
MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 2004.
<http://www.eca.usp.br/njr/voxscientiae/george_barbosa_38.htm> Último acesso em 06 de fevereiro de 2009.
Fábio de Melo
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
É bem verdade que a existência humana é atravessada, em muitos instantes, por dificuldades que põem em evidência a limitação de cada um. Desta maneira, podemos perceber que todos nós possuímos limitações que nos prendem e que nos dão a glória de nos sentirmos prontos para o erro e, assim, estarmos longe da perfeição. Por outro lado, é perceptível nossa capacidade de nos sentirmos convictos da liberdade para a realização de tudo o que desejamos, no entanto, nem sempre é possível caminhar sem passar por fraquezas e sofrimentos que nos são jogados na cara a cada experiência.
Em O vôo da guará vermelha, de Maria Valéria Rezende, encontramos experiências em que a vida em seu curso se estabelece por seus encontros e desencontros, suas chegadas e partidas na humanização do ser sempre cercado por olhares sociais comprometidos com o julgamento moralizante.
Desta forma, a narrativa envolve a vida de Rosálio, servente de pedreiro, analfabeto que se aproxima de Irene, prostituta, aidética que se relacionam e trocam experiências de existências que são marcadas pelo sofrimento.
Inscrito em uma realidade contemporânea, o envolvimento das personagens ocorre às margens de um sistema social excludente. Delineados pelas limitações, as personagens denunciam os problemas sociais através de seus sofrimentos ao relatarem no decorrer do romance.
Dentre os principais aspectos, podemos destacar a distribuição dos capítulos marcados por cores que retratam um par (cinzento e encarnado, verde e negro...) que por muitos instantes indicam a representação das personagens em seus aspectos físicos e emocionais, como que metáforas.
Além disso, podemos destacar também o comportamento do narrador que empresta sua voz às personagens, às suas inquietações psicológicas, seus sofrimentos, expressos através de um discurso que transpassa a voz do narrador que depois retoma o decorrer da narrativa.
Voltados para a vida, as personagens seguem incessantemente seus destinos que os indica a angústia, o sofrimento como territórios de vida condicionada pela miséria interior que antecipa e prepara o solo para a redenção humana.
Por esta perspectiva, não sendo pessimista, mas observando através das experiências que nos cercam a todo instante, podemos considerar o ser humano como lugar-comum de fraquezas e limitações que por muitos são colocadas como dificuldades a serem sanadas a qualquer instante.
Por outro lado, é possível considerar a debilidade como lugar de aprendizagem e de reconstrução de uma nova realidade que se aproxima para a transformação de novas auroras na vida.
Desta forma, é pertinente a consideração dos caminhos que maltratam a existência do ser como lugar de inspiração para novas forças que surgem, que emanam do interior de cada um e o dignifica na luta por dias melhores.
No campo da representação, a resiliência se intensifica a cada experiência na ficção proposta, o que condiciona todos os olhares à personagens cravadas de sofrimento, mas que encontram o valor da vitória na essência das experiências cotidianas.
A ESPERANÇA NA FORÇA DA LUTA
A vida em sua constituição carrega fortes argumentos para o estabelecimento de experiências que transmitem ensinamentos e que marcam cada indivíduo interiormente como conseqüência do cotidiano envolvido pela realidade.
Na atmosfera literária, dá-se vida à personas que encontramos na existência ficcional, aproximando-lhes um reflexo de realidade com encontros e desencontros, alegrias contagiantes e sofrimentos que arrasam e transformam a vida de cada um, atribuindo-lhes verossimilhança à condição de personagens.
Nesta perspectiva, a resiliência como conceito do comportamento humano é, segundo Barbosa (2007), a busca de força interiormente encontrada para vencer as dificuldades, os obstáculos encontrados no cotidiano, por mais relevantes que sejam na vida de cada indivíduo.
Nestas reflexões, propomos que a resiliência atravessa as fronteiras da realidade e chega ao comportamento das personagens no tratamento das angústias e dos sofrimentos que quando encontrados no cotidiano ficcional são lugares de reconhecimento dos limites, mas que também elevam a condição de ser limitado à condição de luta com toda a dignidade encontrada dentro de cada um.
Desta maneira, o olhar de cada personagem de O vôo da guará vermelha está inscrito numa atmosfera de reflexão, que arraigada à realidade, transborda de experiência as camadas de ficção e as enriquecem deixando marcas nos caminhos propostos pelo imaginário.
Na obra de Maria Valéria Rezende é a força na luta pela vida que motiva Rosálio e Irene em seus anseios por novos caminhos na esperança da fuga do sofrimento para melhores trechos da grande caminhada que é a vida.
A fome intensa sentida pelas personagens está amalgamada ao sofrimento num processo que mal trata cada um em seu viver. “Das fomes e vontades do corpo há muitos jeitos de se cuidar porque, desde sempre, quase todo o viver é isso, mas agora, crescentemente, é uma fome da alma que aperreia.” (p. 11). É nesta necessidade que surge a força que supera limites e arranca da interioridade a luta e o desejo imensurável de se chegar à caminhos abrandados pela vida.
Rosálio tem fome de letras, de palavras, pois não sabe ler, mas sua esperança o faz caminhar com um baú cheio de livros velhos, carcomidos, que são objetos de sua observação diária que alimentam seu desejo de um dia saber lê-los.
A força do desejo de aprender é tão intensa que motiva Rosálio em sua luta e o faz ultrapassar todas as barreiras sociais até chegar ao seu objetivo sem desistir nem fraquejar, contando histórias e almejando ainda mais aquilo que o fazia diferente, infeliz na limitação de não-alfabetizado.
Rosálio guarda os papéis que teve o gosto de ler, pensa em quanto sua vida tem mudado, ultimamente, pensa em como essa mulher teve paciência com ele, como soube lhe ensinar a coisa mais importante que ele buscava na vida sem nunca lhe pedir nada senão palavras e histórias que ele ardia por lhe dar, sente o carinho crescendo, deita-se junto de Irene e deixa o amor falar. (REZENDE, 2005. p.176)
Por este caminho, a glória de Rosálio está na familiarização com as letras, auxiliado por Irene, limitada na condição amorosa, por ser prostituta aidética, na obrigação de sustentar o filho na casa de uma velha senhora, primeiro motivo para sua luta diária na busca de dias melhores.
A força encontrada em Rosálio e Irene, diante dos obstáculos, está fundamentada na essência do sofrimento que valoriza a vivência de cada um, ligado ao sentimento amoroso que nasce do encontro de vidas marginalizadas pelo sistema social. “Irene recolhe o riso do homem ainda criança e ri também, contemplando este jeito de inocente num homem assim tão grande” (p. 28)
A condição fragilizada, especificamente, de cada um, explora a dor como ensinamento para a experiência em que seu motivo de superação está na bondade do outro, no sentimento amoroso que brota e que marca a existência.
Amor, coisa perigosa, um luxo, só para quem pode, Irene não, nunca pôde, água de sal nas feridas, mas o coração insiste, não arrefece, resiste, bombeia amor pelas veias, pode, sim, Irene pode desejar viver de amor, quanto mais lhe doem os golpes dos pés do homem tarado, mas quer que o outro apareça, quer sobreviver, viver. (REZENDE, 2005. p.180.)
No encontro de olhares, Rosálio e Irene amenizam-se através da dignidade encontrada na interioridade de cada um, estando esta envolvida pelo amor que brota da simplicidade de gestos, mas que refletem a sinceridade de um mundo interior necessitado da atmosfera dos sentimentos “fome de palavras, de sentimentos e de gentes” (p. 11). É neste movimento que se estabelece relevância na força com que se luta por uma vida definitivamente envolvida pela esperança e enriquecida pelo lirismo do sentimento amoroso.
Os olhos buscam o amor como enlace de vidas carcomidas pelas dificuldades do cotidiano. Desta forma, Rosálio e Irene foram delineados pela marginalidade que os cerca, mas foram concebidos no interior que grita mais forte e os transformam de realidade quase que vegetal em vida mais profunda e abundante, com raízes fincadas na sinceridade dos sentimentos como fontes que emanam a esperança de novas caminhadas que indicam novos sofrimentos e novas redenções.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É na vivência que o homem enriquece seu ser de experiências para a construção de sua personalidade e de seu comportamento diante das dificuldades da vida. Os caminhos expostos por Maria Valéria Rezende em O vôo da guará vermelha propõem a representação de vidas que são atravessadas pelo sofrimento e pela angústia.
Nestas condições, a resiliência como experiência humana atravessa os limites da realidade, chegando ao campo da representação e encontrando campo fértil na narrativa, em que as personagens estão atravessadas pela limitada condição humana de estarem envolvidas pela atmosfera do sofrimento.
Dentre tantas experiências, as lágrimas banham a realidade de Rosálio e Irene, inscrevendo nas personagens a marca do sofrimento, mas que constroem novos horizontes perpassado pela esperança de dias melhores.
O analfabetismo de Rosálio e a AIDS de Irene os escravizam na condição humana e no sofrimento, marginalizando-os em uma realidade invadida pelos olhares moralizantes da sociedade. Entretanto, a força na busca de dias melhores nasce no interior de cada individuo para caminhos que indicam a felicidade.
Diante dos sofrimentos, podemos considerar a vida como um caminho que se é percorrido de maneira em que, por vários instantes, as pedras do meio da travessia devem ser consideradas e retiradas para a continuidade da caminhada.
Assim, nunca serão banidos os sofrimentos da existência humana, mas amenizados pela resiliência que busca na natureza humana a fortaleza de superação das dificuldades e indica o caminho para outras novas experiências e novos sofrimentos, mas à espera da vitória pessoal.
Bibliografia
REZENDE, Maria Valéria. O vôo da guará vermelha. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.
MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 2004.
<http://www.eca.usp.br/njr/voxscientiae/george_barbosa_38.htm> Último acesso em 06 de fevereiro de 2009.
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